quinta-feira, 12 de março de 2009

Dragões do amor


"O amor...


abre as cabeças
alegra o espírito
desenvolve a auto-estima
amolece os corações
desperta as almas
renova esperanças
irradia luz
revela a verdade
desvela significados
aumenta a confiança
traz consolo
libera o riso
proporciona entusiasmo
desperta compaixão
concilia ações
integra partes
transpõe diferenças
supera dificuldades
soluciona conflitos
dá força
cura doenças
põe fim ao desespero
derruba muros
resolve problemas
repara erros
cria cooperação
harmoniza vozes
extingue o ódio
descobre satisfação
produz confiança
encontra alegria
traz paz
une todos os seres"

* Este texto tirei do livro "Terapia do Amor" de Kathleen Keating. Quando leio sinto-me acariciada com suas palavras...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Paixonites musicais


Quando eu tinha uns 15 e 16 anos dei uns pega no Pagode, eu era bem infantil, mas sabia que aquilo não era para mim. Sabia que o importante era aproveitar com as amigas e curtir as festas. Gostava do Pagode, mas não era nada demais, era um ficante apenas, pois seu jeito previsível não me encantava.

Anos depois, fui morar em Porto Alegre e fui apresentada ao Hip Hop, ele era mais sensual e menos meloso que o Pagode, ele me dava mais liberdade de ser quem eu era, mas sabia que não era O cara. Apenas um affair.

Algum tempo depois entrei na faculdade e fui numa festa da faculdade e botei o olho no Rock: foi amor a primeira vista. Entrei em êxtase! Gostava das roupas pretas e descoladas que ele usava, seu cabelo desarrumado, seu modo estúpido de falar coisas românticas. Seu jeito irreverente e adolescente. Foi meu primeiro namorado de verdade. O pai dele, Jimmy Hendrix, eu não cheguei a conhecer, mas diziam que era o máaaaaaaaaaaaaaaaaximo. Os amigos, Jazz e Blues estavam sempre com a gente, e eu adorava os caras.

No entanto, Rock me pediu em casamento nos meus 22 aninhos e eu fugi dele, pois não queria esta vidinha de casada para mim naquele momento.

Nas noites da Cidade Baixa, conheci o Samba-Rock. Não posso negar que era muito mais sexy que o Rock, apesar de dizerem que são parentes. Ríamos muito juntos, porém ele era muito galinha. Eu ía no banheiro da balada e quando voltava, o ordinário já estava agarrado noutra moça.

Foi quando eu conheci o Sertanejo. Minha amigas falavam que eu era louca por ter mudado da água para o vinho. Elas odiavam as roupas dele. O Sertanejo era bem apaixanado, atencioso, ciumento. Nós tivemos uma relação super apimentada, mas o jeito possessivo dele e pegajoso fez eu cair fora nos primeiros meses.

Ultimamente minha vida amorosa anda em segundo plano. Quero saber mais do lado profissional e das minhas melhores amigas: a MPB e a Música Alternativa. Elas são as melhores pessoas do mundo, temos tudo a ver!

O Bolero, a Música Gaudéria e a Dance sempre me telefonam para sair, mas eu sempre arrumo uma desculpa para não sair com elas. Elas ficam brabas que recuso o convite e debocham dizendo que ainda sou apaixonada pelo Rock.

domingo, 30 de novembro de 2008

Reencontro

Hoje fui na Feira do Livro de Uruguaiana, que por sinal, evoluiu muito desde quando saí da cidade para morar em POA, em 2002. Tem mostra de arte, apresentações de dança, música, além de livros. Porém, voltei para casa bem chateada por não ter encontrado um único livro sobre assessoria de imprensa, a área em que estou trabalhando no momento.

Lembrei quando eu morava na capital e ía na Feira do Livro de lá. Dez vezes maior que a da minha cidade natal. Com diversas atrações e livros de todos os gêneros, preços, cores e editoras. Centenas de bancas, balaios, pipoca e muita, muita gente.

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É quase impossível não comparar uma cidade grande de uma pequena depois que tu mora bons anos nas duas. Em Porto Alegre a vida cultural, de novidades e estudos é mais ativa, borbulha. Foi lá que me veio muita inspirações para escrever neste blog e para formar ou deformar minha opinião sobre muitas coisas. Realmente foi bem importante viver uns tempos lá.

"Mas o bom filho sempre à casa retorna".


E voltei a minha terrinha Uruguaiana. Fronteira com a Argentina, banhada pelo rio Uruguai. E não paro de comparar com a cidade grande.

O que Uru tem de melhor?

Mais segurança, mais intimidade com as pessoas, mais tranqüilidade nas ruas e no trânsito. Músicas em espanhol nas festas. Uma inocência de cidade pequena. Muitas coisa legais.

Mas para mim o que mais importa aqui é que é nesta terra que estão minhas raízes e história, minha família e pessoas que me conhecem desde que cheguei no mundo. E é isso que vim buscar aqui. Reencontrando meu passado e as pessoas que fazem parte dele, eu me encontro.

sábado, 22 de novembro de 2008

Influências


Sempre fui uma pessoa influenciável. Sempre estava atenta às revistas de moda para ver o que ía ser a onda da estação. Gostava de saber o que estava se ouvindo, falando, usando, pensando. Às vezes minha irmã ou amigas me convidavam para fazer algo, eu nem pensava duas vezes e fazia, pelo simples fato de sair de casa e estar acompanhada de pessoas queridas, porém, ao ir ao shopping sem dinheiro ou àquela festa nada a ver, eu me dava conta que era influenciável demais.

Pois é, desde que saímos do útero de nossas mamaezinhas estamos sendo influenciados a falar a língua deles, a chamá-los de pai e mãe... é acho que estou exagerando com este papo né?

Mas o mais impressionante nisso tudo é quando influenciamos, sem saber, para o bem ou para o mal.


Eu fiz um curso de 4 meses de inglês no Canadá de abril a setembro deste ano morei lá. Nossa sala de aula tinha umas 15 pessoas, entre japoneses, chineses, koreanos, africanos, latio-americanos, etc. As idades também variavam, havia pessoas de 18 a 45 anos estudando juntos. Nós fazíamos apresentações e trabalhos em grupo, cada um com seu sotaque.

No último dia de aula fiquei muito triste, pois dentro de um mês voltaria ao Brasil e nunca mais veria meus colegas que adorava tanto. Comecei a chorar ao me despedir do pessoal. A Lubna, uma sudonense, chorou comigo e não entendi por queê, pois pelo o que eu sabia, ela não iria embora como eu, e nem éramos tão íntimas assim.

Ela falou a mim chorando: "Vi que em nossa sala de aula tem pessoas graduadas, uma jornalista (eu) e um médico. Daí vi que posso também". Agora sim tinha entendido por que ela chorava, era porque eu e outro colega a impulsionamos, influenciamos, sem saber, a ela seguir os seus sonhos.

Fiquei muito feliz naquele momento e perguntei a ela o que ela tinha vontade de fazer. Ela respondeu que gostaria de trabalhar com algo social para depois ajudar as crianças de seu país, o Sudão.

Este foi um dos momentos mais marcantes da minha viagem, nunca esquecerei.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Chora menina




Naquele dia, voltando para casa abaixo de uma chuva no final da tarde, ela resolvera chorar todas as lágrimas que não derramara no passado.


Abrira o baú das mágoas, traumas e tristes recordações e o recordara cara-a-cara, colocando uma lanterna no fundo das emoções.


Só parou de chorar na manhã do outro dia, quando os passarinhos cantaram perto da árvore que fica próxima ao seu quarto.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Madrasta


Cheguei em casa e o apartamento do pai estava diferente. Os sofás cor de terra agora davam lugar a estampas coloridas em amarelo, vermelho e branco em tamanhos nada discretos. A cômoda do corredor, onde fica o telefone e as fotos, agora estava preenchida por enfeites pequenos de palhaços, bebês e bichos em miniatura. O jeito de arrumar a disposição dos móveis, a comida da geladeira, a toalha de mesa da cozinha, a capa do galão de água, os tons da cortina, o perfume do bom-ar; tudo mudara.
Eu observava os objetos da casa e eles todos não eram mais os mesmos de quando o pai morava sozinho noutro apartamento.
Eu olhava atravessado enquanto ela ordenava o pai a fazer qualquer coisa.
Minha boca tremia para soltar alguma palavra que o defendesse, mas eu calei seco enquanto olhava o chão encerado com a cor da cera que ela escolhera.

domingo, 4 de maio de 2008

Brasis


Brasil
Arara, papagaio, praia, calor
Porto Alegre, Curitiba, Arpoador
Indio, portugueses, Pero Vaz de Caminha
Pele, Ronaldinho e Garrincha
Verde e amarelo, verde e rosa e preto
Navio negreiro, ceu azul e rochedos

Brasil
Favela, ministro, CPIs
Pobreza, riqueza, saci
Sol, chuva e cerracao
Pipoca, algodao-doce e pinhao
Frevo, lambada e samba
Comercio ilegal, ferro velho, moamba
Brasil
dos portugueses e dos africanos
do negro e do branco
do italiano e holandes
do alemao e do chines
do libanes e arabe
do pecador e do padre

Brasil
da palavra saudade
do campo e da cidade
do churrasco e da linguica
do fast food e da preguica
da cerveja e do vinho
da mercedez e do barquinho
Ha muitos Brasis no meu Brasil
Ha muitas racas e diferencas socias
Mesmo com seus defeitos e pobreza
Eu amo ele demais