quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Felicidade

Parecia-lhe que o sol tinha passado através da veneziana de sua janela
Parecia-lhe que acabara de receber um beijo ao acordar
Parecia-lhe que tomara banho de chuva com seu melhor amigo
Parecia-lhe que passara uma tarde numa fábrica de chocolate
Parecia-lhe que o cheiro de uma rosa não saía de seu nariz
Parecia-lhe que os anjos a carregavam pelas ruas
Deu-se conta que aquilo era apenas a felicidade...

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Surpresa! Voltei antes do esperado!

Peço desculpas, caros leitores deste blog, pois estou de volta antes do mês estipulado. Não agüentei, este espaço é muito importante para mim. É onde tudo é desembaraçado...

Não sei se o desembaraço já não foi esquecido, se está na rua da amargura. Não sei se seus leitores visitam ainda ele após o comunicado de férias dele até dezembro. (o que não faria muito sentido)

Mas vou seguir escrevendo, afinal a gente tem que desembaraçar.

E você? Desembaraçou hoje?

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Offline

Matheus, Vini, Pont e outros poucos amigos que lêem este blog, estou estagiando e fazendo a minha monografia neste semestre de 2007/02. Não tenho conectado, pois quando chego em casa o que menos quero é ficar na frente do PC. Não se surpreedam se este blog ficar abandonado. Mas mesmo que ele "saia do ar" por algum tempo, ele nunca vai deixar de existir.

Além de ser um espaço muito espaço especial para mim é por onde eu acabo me comunicando com os amigos que moram longe.

Matheus, me manda um e-mail, quero saber notícias tuas.

Bjos para todos e até dezembro!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Prece


Eliana sai do seu quarto rumo à cozinha e depara com Eugênia orando na sala, onde há um santuário.

-Eugênia, o que você está fazendo??

-Deus não ouve minha preces, onde el foi parar?

- Olha, no Rio de Janeiro ele não está, com todas as balas perdidas e desigualdades sociais que têm por lá. Mas ele pode estar em Salvador, com este frio aqui do RS, nem ele deve aguentar! Mmmmm, pensando bem, no Brasil acho que ele não está, não... corrupção, acidentes, homicídios. No Iraque, por razões óbvias , ele não está. Nos EUA, argh, com Bush por lá, Deus não deve querer seus pés angelicais naquele território. Na Argentina, Deus nem tem ido mais depois que ele deu aquela ajuda ao Boca Júniors. Acho que ele está na China, um país em ascensão econômica, com pessoas diciplinadas e trabalhadoras.

Eugênia olhava Eliana com olhos arrregalados. Ligou para a agência de viagens a fim de comprar uma passagem para a China, mas lembrou-se do acidente em São Paulo,onde teria de pegar outro avião em Congonhas, e desligou o telefone na cara da telefonista.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Eu vou...

Hoje vou para Uruguaina, vou ver a família, pai, madrasta, mãe , padrasto. Tia, madrinha, prima, afilhada, o Bob e o Billy, a Tita, a rua que morei durante 17 anos, a fachado do prédio.

Vou ver a Praça do Barão mais bonita que antigamente, vou ver o prédio que o pai morava, que eu e a Pan achávamos o máximo, descascando todo por fora.

Vou comer espetinho de queijo no Bodega, Vou comer doce da vó Circe e pastelão de frango da vó Nena, vou comer comida de Libres , vou comer comida do aniversáio da vó Nena. Vou comer no restaurante da Denise.

Vou andar de carro e passar pela ponde e ver o rio Uruguai, o vento vai bater no meu rosto e o sol vai brilhar ao se pôr.

Vou falar com as amigas do colégio contar as novidades as expectativas, a vida na capital.

Vou comprar roupas em Libres, vou pagar as contas atrasadas no caixa eletrônico, vou passar pelas vitrines das lojas e estabelecimentos novos.

Vou rir, vou descansar e matar as saudades, e depois de quase 48 horas pegar o bus de volta e começar tudo de novo.

Nena

Daqui algumas horas estou indo para minha cidade natal, Uruguainha, fronteria com a Argentina. Cidade com cerca de 200 mil habitantes, onde a base econômica é a pecuária, opa.... peraí! Isso está parecendo assunto de jornalista. Influências da labuta diária...

Então, hoje vou para passar o final-de-semana por "Uruguacity", por causa dos 90 anos da minha bisavó. A família resolveu fazer uma festa para comemorar esta data importantíssima.

Izaltina Gonçalves Silveira é uma raridade, superou os acontecimentos, as mortes de outros familiares, a vinda para cidade (passou a infância no campo), a mudanças do século e continua lá nos Pampas, firme e forte. Ela deve ter um metro e meio de altura, e me confessou que não esperava chegar a esta idade. "Quando eu era jovem eu sempre falava que não queria chegar a tanta idade". mas chegou! Aham, a vida lhe aprontou esta, e mesmo deparando com o rosto cheio de rugas, marcado pelos anos de vida e pela experiência, não reclama.

Está sempre tranqüila, no máximo resmunga, mas nunca vi ela perder a cabeça, ser grosseira ou algo do gênero.

Um dia Nena, como é chamada, me mostrou seu album de fotografia, com fotos de seus pais e seu marido, que se foi há tempo, e nem conheci. Ela mostrava cada fotografia e ia me contando como se tivesse sido ontem aquilo tudo. Ela demonstrou grande orgulho e amor pelo marido, e fiquei ali admirando ela narrar sua vida através das fotos. Acho que ela também gostou de relembrar os velhos e bons momentos e me surpreeendi como ela guardava na memória tantos acontecimentos antigos com brilho no olhar e como era intenso os sentimentos dela pela família e marido.

Não sei se tem uma fórmula para viver bastante, mas vejo que os que chegam na casa dos 90 e 100 como Dercy Gonçalves, chegam porque tinham que chegar, não fizeram grandes esforços para isso. Apenas viveram sem se preocupar com o dia de amanhã.

Parabéns Vó Nena, pelos 90 anos!

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Impressões jornalísticas

Não me importa as mil interpretações
Me importa, o quê, quando ,onde e por quê?
Não me importa as sensações suscitadas
Me importa quantas pessoas estavam lá
Não me importa em conhecer pessoas e fazer amizades
me importa qual foi o investimento do projeto
Não me importa o cosmos, os astrólogos e numerólogos
Me importa os políticos, as autoridades e entidades
Não me importa mais o implícito, a palavra não dita
me importa o relato, as provas e as conseqüências
Porque não sou mais poeta, agora sou pauteira.