domingo, 10 de junho de 2007

Cai fora


É cheia de respostas

Fotos, festas, bolsas

é cheia de si

E isso enche as pessoas a sua volta

nem nota

Só enxerga o que convém

Não vai além

Se acomoda

Me incomoda

Cai fora

Cansei

É cheia de roupas e xampus

Caras e bocas

Cheia de chantagens emocionais

Mas a cabeça é vazia

Pára de mexer no teu cabelo

E tenta mudar outras coisas

Como o egoísmo em demasia

Se acha que atitude é agressão

Vai estudar

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Fura-bolo


Acabei de lembrar de um aniversário que fui quando era criança. Era a festa de uma colega de colégio em um clube na beira do Rio Uruguai, em Uruguaiana. Era inverno.Não lembro de muitas cenas não, pois realmente faz muito tempo. Mas uma coisa que não me sai da memória: foi a hora que , após todos terem cantando o "Parabéns a você", alguém enfiou o dedo no merengue do bolo da aniversariante. A reação foi bem recebida por todos na festa, adultos e crianças. E todos começaram a colocar o dedo indicador no bolo de aniversário e depois se deliciar com o gosto doce.
Para mim, foi de fato, muito divertido. Mesmo criança nunca havia feito isso no bolo de aniversário!

No filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulin" a protagonista da história tem a mania de enfiar suas mãos nos sacos de grãos de uma feira de frutas. Na narração da película falam que isso faz bem à Amélie. E só de olhar aquela cena , me senti bem. Afinal, sou suspeita, porque acho o filme uma verdadeira gracinha. Ele mostra as coisas pequenas e sutis da vida, mas que na verdade são as mais importantes. As peculiaridades do cotidiano.

E você? Nunca brincou com "massinha de modelar", massa de pão crua? Fez bolinhos de queijo? Mexeu com argila?

Está entediado? Então coloque a mão na massa, da forma que quiser...

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Manecos, Fumecos, Fa-me-cos

Estava voltando da biblioteca da PUC e indo em direção ao prédio 7 da PUCRS. Já de longe ouvia o som da Frqüência Simulada, um programa da RadioFam, a rádio da Faculdade de Comunicação Social que simula uma rádio "de verdade", mas é uma rádio de mentira, pois ela não tem freqüência. Só o saguão do prédio 7 pode escutar os diversos programas de rádio produzidos e apresentados pelos alunos de jornalismo.

Bom, mas continuando, lá estava eu, com meu nariz vermelho de frio, minha calça de veludo rosa e meu celular. Acabara de ligar para a Rafa para fofocar sobre eu mesma. E acabara de desligar o telefone e ver a minha faculdade e os alunos de Turismo, PP, RP e jornal de longe.

E foi com esta visão "de fora" que comecei a obeservar as figuras: os fumantes, os cabeludos, os sobretudos, os piercings, os normalzinhos, as patys, os de óclinhos, os de nariz vermelho como os meus! Nossa quanta gente esquisita tem nesta Famecos! Por que eu , tão normalzinha quis entrar neste "antro", como diria a minha mãe? Acho que eu gosto de coisa estranha mesmo, dos autistas, dos músicos, dos pseudo-políticos, dos pseudo-heteros, dos looks, do estilo famequiano de ser. Mas uma coisa me desapontou.

Achava que a Faculdade de Comunicação ia ser a mais comunicativa. Pensara eu, com a minha incrível ingenuidade que ao entrar na "facul" ia ter uma turma de amigos inseperáveis, que eu faria muuuuuuuita festa e que falaria com todos os tipos de tribos. Mas nada disso aconteceu. Santa inocência! Na Famecos é todo mundo estrelinha! Lá estão os que queriam de alguma forma aparecer. Há negócio mais cobiçado que a mídia? Todo mundo quer estar nela. Mesmo não conhecendo tanta gente quanto gostaria nos corredores, escadas e salas da Famecos, vi de tudo.

Guri achando que estava vivendo nos anos 60, usando cabelinhos estilo Beatles e terninho. Criando bandas que tocavam algo que quase chegava perto do estilo musical daquela época. Guria que achava que viraria cantora um dia, hippie dançando e cantando "rarecrixina, rare, rare", gente trocando de estilo, de corte de cabelo, de cor de cabelo. Conheci o professor mais fofo do mundo e até o mais arrogante. Vi gente querendo mudar a história daFamecos através de protestos de todas as formas. Sonhadores, preguiçosos, distraídos, chatonildos, bixos, veteranos, mocaccinos, tudo eu vi na Famecos.

Muitos destes , viram que ali não era o melhor lugar para o estrelismo e seguiram outros caminhos: teatro, cinema, direito, concursos, gastronomia. Outros se deram conta que para aparecer é necessário antes ter competência. Outros ainda nem se deram conta, estão lá fumando ou aprendendo a tragar, talvez usando drogas mais fortes como LSD e batendo no ombro de um colega , com sua calça justa e cabelo repicado, para contar ao cara ao lado qual a o significado do nome da música Lucy in the sky with diamonds...

Inimiga



Abro os olhos, estou na cama, embaixo de dois super edredons e um lençol já aquecido pelas horas de sono.

Olho para o teto e a persiana do quarto e fecho os olhos. Durmo mais uma hora. Acordo de novo, pego o relógio na mesinha ao lado. São 11h da manhã. Mas ela não me deixa levantar.

Tenho que levantar, mas ela é mais forte que eu. Ela diz: "Fica aí , lá fora faz 5 graus". Eu digo: Mas eu preciso levantar, tenho pouco tempo. Ela não me ouve: "Aproveite o momento, não está bom nesta cama"?

Eu ajeito o travesseiro e fecho os olhos novamente. Agora são 13h, abro os olhos, já não agüento mais estar deitada. Eu quero levantar, fazer o que tem que ser feito, a rotina diária. Mas ela é envolvente, convincente, impertinente...

Levanto e falo: "Sai, Preguiça, preciso trabalhar"!

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Inverno chegando

Vou na farmácia e a moça que me atende está com nariz vermelho. Penso: "será que chorou há pouco"?

Entro no ônibus e o guri ao meu lado está com o nariz vermelho. Faz 8 graus nesta noite.

Converso com minha colega de trabalho e ela tem o nariz vermelho. Está gripada.

Daqui uns dias eu também estarei com o nariz assim, o inverno chegou. É a estação dos palhaços.

sábado, 19 de maio de 2007

Arte


O poema não muda a vida ninguém
mas emociona

A música não faz grandes mudanças
mas sensibiliza

O quadro não vai resolver os meus problemas
mas faz eu viajar

O livro não vai me enriquecer
mas pode fazer eu chorar

O filme não vai deixar mais inteligente
mas vai me fazer refletir

A escultura não vai mudar meus planos
mas pode fazer eu sorrir

A arte é isso, é sentimento, emoção e tesão.

Matemática é cabeça, arte é coração.

Musicalidade

A música não tem idade
Musicalidade

A música não tem religião
nem cor
Musicalidade

A música não tem país
nem bandeira
Musicalidade

A música une gente com gente
Musicalidade

A música diz sem precisar falar
A música emociona, espanta, alegra

A música não tem regra
Nem idade
Musicalidade