sábado, 19 de maio de 2007

Domingo

Domingo é dia de TV, dia de chimarrão, dia de passeio
Domingo é só mais um dia do mês
O melhor talvez
Vinte e quatro horas de recreio

Domingo quero acordar
tomar um leite quente

ficar debaixo das cobertas até mais tarde

Quero conversar com os amigos
Cantar a música predileta

E do bolo de chocolate

Quero a melhor parte

E quando o domingo estiver indo embora
Não chore, não estresse

Pois mais outros domingos terão
Iguaizinhos a este

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Profissão Blogueira


Neste final-de-semana eu estava impossível, qualquer pessoas que passasse mais de duas horas comigo era vítima de minha irritabilidade e de meu estresse.

É claro que sobrou para os mais chegados como irmã (ela já está acostumada), a mãe que veio visitar a gente de Uruguaiana e o namorado.

Nossa, estou desconhecendo eu mesma, qualquer coisa me altera , me ofende ou irrita. Pan diz: "Eu e a mãe te achamos complicada". Eu??? Será que sou complicada? "Eu não sou". "É sim"!

Pensando bem acho que estou complicando, minha faculdade está chegando ao fim e está batendo desespero. "Será que eu não deveria ter feito artes"? Qualquer tipo de arte, algo mais viajante. Uma área menos competitiva que o jornalismo. Conversando e desabafando com a mãe ela me lembra de um fato que ocorreu quando eu recém tinha passado no vestibular.

Eu e ela estávamos passeando no brique da Redenção quando um velhinho nos mostrou suas poesias, as quais ele mostrava às pessoas que lhe pagavam por elas. Não sei porque cargas d´água falei que eu ia começar a faculdade de jornalismo. Ele disse que era jornalista e que agora estava desempregado e que era um mercado muito difícil. Ele detonou com a profissão e eu e minha irmã ouvimos e não demos bola. Minha mãe até deu bola,mas não quis me influenciar nagativamente.

Todos falavam que era difícil e eu nem bulhufas para ninguém. Pensando bem qualquer área é difícil. Mas se a pessoa gosta bastante, tem talento e persistência ela consegue "chegar lá".

Mmmmmmmm, não sei não. Não sei se é bem por ai. Pois ainda não cheguei lá. Alguma coisa ainda não tenho. Será que me falta talento? Este foi o diabinho falando.

Agora o anjinho: tenho sim, falta persistir, área da comunicação é realmente difícil. Mas não pode deixar a peteca cair.

Tu, caro leitor, a esta altura já deve estar enloquecendo com tantas conclusões infundadas...e pensamentos opostos.

Mas se tu está pirando, imagina eu? Que penso assim diariamente, divago, penso, choro, grito, resmungo, olho no espelho o rosto cansado de tanto lamentar.

Pára tudo!!!!

Lamentar???? Agora o anjo fala: Lamentar não vai te levar a nada. Agir, sim. Caiu? Levanta. Machucou? Quando casar sara. Doeu? Passa Gelol!

E se nada der certo, eu viro hippie!
.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Dengue

Estava assistindo filme à noite e sozinha em casa e de repente ... pá! No meio do filme deu fome, fui aquecer o pastel e, no caminho pá, pá!

Depois do filme, entrei na internet, olho para a parede e vejo outro pernilongo. Mas este não parecia o Aedes Aegypti, é melhor prevenir do que remediar... pá nele!

Sento no sofá, treino violão, vejo um mosquito voando próximo a mim. Não sei se matei este , mas ele sumiu depois que tentei liquidá-lo com uma batida.

Na sala ainda, noto mais outro na parede, pá!!! Xiii este sujou a parede branca. Que pena, pois a casa estava bem limpinha depois da faxina.

Acordo e vou caminhar, preciso me exercitar. Sinto coceira nas costas e lembro-me da reportagem que vira na noite anterior na TV na qual um especialista da saúde falava que o mosquito transmissor da dengue gosta de picar pelas costas, de preferência nos tornozelos. Ufa! Não foi nos tornozelos, não deve ser o velho e temido Aedes.

domingo, 29 de abril de 2007

Hipocrisia

Ela dizia: Pare de fumar

E dava umas tragadas de frustração

Ela falava: Limpe a casa

E sujava a sua vida

Ela pedia: Se arrume

E descuidava de suas responsabilidades

Ela reclamava: Como és estúpida:

Mas gritava com sua própria consciência

Ela suplicava: Vá embora

Mas queria que ele ficasse

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Sou power


Hoje me olhei no espelho e disse: "Priscila tu é demais"!

Eu sou uma pessoa muito fera mesmo, muito especial e ma-ra-vi-lho-sa. Sim, tive este súbito de auto-estima...

Sabe por quê?

Porque só tenho amigos fodões! A Rafa é a mais engraçada pessoa que eu conheço, ela narra as histórias de um modo que eu sempre acabo rindo. Faz caras e bocas muito cômicas, devia ir fazer comédia. O Matheus é o melhor hospitaleiro do mundo, ele é competente em tudo que se dedica a fazer. Até cozinhar que não era muito a sua praia, acabou sendo uma de suas especialidades (não esqueci da janta em Floripa). Sempre vem com um comentário sincero e construtivo, tipo: " A PAn foi feita para ser amada, a Pri para amar". O Vini com aqueles olhos que brilham, o cara mais empolgado com a vida, sempre inventando algo para fazer. O que mais sabe como me receber no msn. Só de dar oi para ele no msn ou estar junto com ele, já sinto positive vibrations. A Lili é a melhor ouvinte e pensante, a que diz a palavra certa na hora certa. Mas na hora de descontrair ela tb é muuuuito parceira. Que o diga a noite da Amarula...

Ah , eu sou tudo de bom mesmo para atrair estes tesourinhos!

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Guerra


Quando joguei War com o Matheus eu não conseguia entender porquê ele sempre ganhava. Ele dominava um país entre uma tragada e outra de seu cigarro, depois outro, e mais outro.

Eu me desconcentrava do jogo e de meus objetivos por ficar tentando descobrir a estratégia que Matheus usava, o que fazia ele sempre ganhar? Será que ele jogara War a vida inteira?

Estes dias a Pan comprou o War e li o que estava escrito na caixa do jogo:

"Um sensacional e sofisticado jogo adulto onde a astúcia, audácia, sorte, inteligência e sangue frio são elementos imprenscindíveis para fazer de você um vencedor".

Entendido!

domingo, 15 de abril de 2007

Páscoa


Lá estava eu, um dia antes da páscoa, no hospital, segurando meu irmão de 2 quilos e 800 gramas no colo. Ele estava bem quieto, as vezes fazia algum barulho, esses que só bebês sabem fazer. E eu me senti bem, ao pegar ele e ver que a vida é tão simple e que nós, adultos a complicamos. João Vinício estava deitado em meus braços feliz da vida. Quentinho e amamentado, cercado por pessoas que o amam.

É, acho que a gente aprende também com as crianças e até com os bebês recém-nascidos...
Voltei para Porto Alegre e mudei várias coisinhas na minha vida e até meu modo de ver o mundo. Descompliquei tudo o que eu mesma estava complicando com aquela coisa poderosa que chamamos de mente.

Depois da páscoa e do nascimento do JV eu recomecei. Agora espere aí que vou comer um sonho de valsa.